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  • Ferraro Junior, N.

Como ajudar um amigo, de verdade!

Atualmente é comum escutarmos queixas sobre relacionamentos, ansiedade, depressão, pânico, dificuldade em lidar com sentimentos, com a situação profissional e por ai vai. É comum também, tentarmos ajudar nossos amigos e familiares como podemos e como acreditamos ser o correto. Mas será que isso é suficiente?



Infelizmente não na grande maioria dos casos. Não vou entrar nas "projeções"de quem tenta ajudar, até porque acredito que o faz, faz com as melhores das intenções, mas, se você quer ajudar de verdade, segue alguns passo para fazer isso com eficiência.


  1. Ouça sem "julgar" ou tentar dar soluções mágicas sobre a queixa; Essa escuta, ajuda a compreender melhor do que se trata, com isso, seu amigo irá sentir que pode confiar em você, e a partir desta confiança, seguirá, na medida do possível seus conselhos;

  2. NUNCA, jamais, em hipótese alguma, comente com alguém sobre essa queixa na forma de fofoca, somente quebre esse acordo quando tiver indícios que a situação é grave, ou seja, se suspeitar que ele está correndo risco de vida ou que ele está prestes a colocar a vida de alguém em risco. Se realmente precisar fazer isso, comunique-o e busque junto com ele, a melhor forma de resolverem o problema - não hesite em pedir orientação de um profissional da área (psicólogo ou psiquiatra)

  3. Aconselhe a buscar ajuda profissional. Indicar terapia não deveria ser considerado uma ofensa, porém, dependendo da forma como se faz, parece ser. Após seguir os 2 passos anteriores, dificilmente esse conselho soará como uma ofensa. Quando dizemos: você precisa de um psicólogo, da a entender que a pessoa é "louca"; então, busque uma alternativa para isso como: Tenho uma amigo(a) que pode te ajudar nesta questão e irá te orientar melhor que eu. Você já tentou buscar ajuda profissional? se a resposta for sim, pergunte o que deu errado, os motivos que não deram certo o processo e reforce a busca por algum outro profissional da área, tratarei desta questão posteriormente. E, após deixar a pessoa concluir o raciocínio, pergunte objetivamente: Em como posso te ajudar? E espere pela resposta.

  4. Não há deixe sozinha em momentos de "crise" ou "desespero", apenas ouça, tente acalma-lá e caso seja necessário, vá com ela a algum hospital para tomar algum medicamento calmante. Os de farmácia, que vendem sem receita não são eficientes nestes casos, geralmente em momentos de crise, a pessoa necessita de "algo mais forte", vale lembrar que não é a medicação que irá resolver o problema dela, mas dará condições que ela procure ajuda e que evolua adequadamente ao processo terapêutico.

Infelizmente é comum escutarmos: Fui ao psicólogo e "não deu em nada"ou, não curti a postura x ou y do psicólogo, ele me fez perguntas estranhas, ele só falava HUMMM, e por ai vai. Nossa primeira reação é duvidar destes "profissionais", talvez em certos aspectos a postura do profissional não tenha sido adequada para aquele determinado momento da terapia, mas, como não estávamos lá presentes para saber o que ocorreu de fato e principalmente os motivos do psicólogo para aquela postura, intervenção ou falta de intervenção, não tenham sido compreendidos totalmente pelo paciente/cliente, no caso, seu amigo. Nessa situação é importante explicar que dentro da psicologia, existem mais de 250 abordagens, e que cada profissional é único e trabalha de uma forma única. Estimule a busca por um outro profissional, dentro de uma abordagem que ele se sinta mais confortável, o que nos leva a outra questão: Qual é a melhor abordagem?


Não existe MELHOR ou pior abordagem, existe a abordagem mais indicada para o perfil de cada um; e para saber essa abordagem, só um profissional de verdade para poder indica-lá. Não existe nenhuma pesquisa conclusiva que determina que a abordagem X ou Y seja mais eficiente para o quadro X ou Y (FIORINI, 1998). O que existe são enquadramentos terapêuticos de acordo com a demanda do cliente. Esse enquadramento é complexo, e melhor explicado aqui.


Caso tenha um amigo psicólogo, não hesite em pedir auxílio, tanto para você mesmo, quanto para outra pessoa. Em um primeiro momento, essa atitude pode parecer "anti ética", mas não é. O Art. 2º Item j) Estabelecer com a pessoa atendida, familiar ou terceiro, que tenha vínculo com o atendido, relação que possa interferir negativamente nos objetivos do serviço prestado. Ou seja, se o vínculo que vocês têm, afeta de forma negativa o trabalho. Nos casos de Terapia de Apoio ou Esclarecimento, algum tipo de vínculo é benéfico ao tratamento, ou, principalmente quanto ao psicodiagóstico e/ou encaminhamento à algum outro profissional que dará conta da demanda. Nessa situação, ligue para seu amigo psicólogo, marque uma hora e pague; desta forma, transmitirá uma relação profissional e não de amizade. Antes, pergunte se o amigo psicólogo sente-se confortável para estabelecer uma conversa profissional contigo, caso ele não se sinta confortável, peça que lhe indique um.


Em situações críticas, disque 188 - Telefone do CVV- Centro de Valorização da Vida e prevenção ao suicídio. Caso queira tirar alguma dúvida, pode clicar no ícone do WhatsApp no canto superior direito da tela que lhe encaminhará automaticamente para o meu WhatsApp, sem necessidade de adicionar aos contato. Informe sucintamente o que está ocorrendo e aguarde a resposta. Você também poderá marcar uma hora com o profissional para uma conversa mais esclarecedora.

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